A libertação do “desejo” conduz à paz interior.

O dia a dia da maioria de nós está envolvido pelo foco do “desejo”, e não me refiro aos desejos mundanos (comer, consumir, vícios, sedução, etc.) que por si só também já tem a simples função de preencher o “vazio interno”, fazer uma auto compensação e um senso de valor vindo de fora, com uma urgência alucinante.

Os desejos que falo, e que se apresentam menos conscientes, são a necessidade (desejo e vontade) de que tudo aconteça de acordo com as minhas regras e verdades, que afirmo serem as absolutas e supremas, suportadas por feridas inconscientes tatuadas no passado.

E também o desejo de que a vida tenha o sentido que quero, preenchida apenas de “coisas” que nada tem a ver com essência. Desejo que se realizem sonhos e vontades egoístas, que me irão dar um senso de valor vazio de sentido e essência….

Naturalmente que esses “desejos” de que tudo aconteça como EU QUERO, À MINHA MANEIRA, com as MINHAS REGRAS, com as MINHAS VONTADES, os MEUS INTERESSES, com as MINHAS VERDADES, para calar o MEU VAZIO interno de ausência de consciencia de quem sou e de auto valor, nos vão trazer dissabores. Porque o fato de eu me cumprir apenas de forma egoísta e egoica estarei a passar por cima de outras pessoas, anulando as suas vontades, necessidades, verdades, regras de quem comigo convive.

E assim vamos andando de vazio em vazio, de frustração em frustração com a espetativa que frutos de amor nasçam de sementes de vazio.

Tudo vai acontecendo assim até a vida impor um despertar, e retirar de forma agressiva o objeto do nosso desejo máximo de preenchimento do vazio interno. Para assim olharmos de frente não só o vazio como também o máximo do nosso poder e potencial que se despertará desse vazio e nos maiores embates desafiadores impostos pela vida.

O desapego de cada SER revela o seu nível de liberdade. E Quando se fala em apego não se refere à matéria simplesmente, mas também apêgos emocionais, apêgos a verdades, apêgos a regras, apêgos a conceitos, a determinada ordem, a vontades, etc. Podemos ter tudo e não temos de viver sem nada, podemos ser abundantes, só não podemos ter apego a possuir para que as coisas possam vir e ir sem causar sofrimento.

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